sexta-feira, 28 de abril de 2017

A CCB é Calvinista ou Arminianista?

Já me disseram que a CCB era ‘calvinista ao extremo’ no que tange à predestinação. Parecia até razoável, já imaginando que Francescon era um presbiteriano. Confrontando com os laços históricos do pentecostalismo (metodistas wesleyanos, batistas avivados e demais pentecostalistas), notei uma influência muito maior do arminianismo do que calvinismo propriamente dito. No mais, esses sistemas teológicos puros tem um perfil às vezes amálgama quanto conferidos com a realidade. É o caso da Congregação. O arminianismo é predominante, mas ás vezes surge uma ponta consistente de calvinismo aqui e acolá. Creio que, por não haver uma posição oficial do ministério, essa situação tende a se repetir, nos mais diversos lugares. Ao tentar investigar a teologia soteriológica da Congregação, já me ficava claro dois obstáculos que poderiam interferir fortemente nas conclusões e no desenvolvimento do trabalho. Primeiro, porque estou me referindo a uma CCB que é aquela que convivo diretamente – e por relações históricas. Não sei, em absoluto, se o que retrato abaixo corresponde fielmente a situação das Congregações Cristãs situadas em todo o território brasileiro. Segundo, porque dentro das posições soteriológicas, adotei ortodoxamente apenas dois polos, que, não obstante serem os mais populares hoje, não abdica a possibilidade de existirem fundamentos em outros polos doutrinários. 
Posto isso, vamos ao que interessa.
I. Introdução
Dentre os primitivos da CCB, vários vieram de tradição calvinista – como o próprio Francescon, egresso da Igreja Presbiteriana. Acontece que a ênfase do pentecostalismo, como um todo, seguiu soteriologicamente o sistema arminiano. Cumpre saber quais influências sobejam atualmente, quase um século após o grande avivamento do início do século XX.
As discussões sobre salvação têm residido, atualmente, em dois polos distintos, já supramencionados. Como resposta às pregações humanistas de Arminius condensadas em cinco teses fundamentais, no século XVI, a igreja reformada contestou, através do Concílio de Dort, o documento arminiano, ponto por ponto. A resposta calvinista hoje é conhecida popularmente por TULIP, acróstico correspondente ao documento final.
II. Arminianismo, Calvinismo e CCB
O primeiro ponto levantado por Arminius é em relação ao livre arbítrio. Influenciado de certa forma pelo humanismo latente da cultura europeia de então, a doutrina arminiana faz uma releitura das ideias pelagianas – o que lhe deu o rótulo de semipelagiano.
Para os arminianos, após a queda de Adão o homem ficou em completo abandono espiritual. Naturalmente, Deus deu ao homem a capacidade de regeneração, para que cada ser humano tenha a possibilidade de salvação, através da fé e do arrependimento.
Dessa forma, tem o homem a liberdade entre escolher o bem e o mal. Como possui a natureza corrompida, tende sempre ao mal – naturalmente. Apesar disso, sua natureza não é de todo escravizada pelo pecado – dando-lhe, assim, a possibilidade de libertar-se por opção.
A obra de regeneração, dessa forma, é tida como a cooperação resultante da ação do Espírito Santo e o desejo do homem. O homem pode, inclusive, resistir à ação do Espírito Santo – o que é inadmissível para os calvinistas.
Sustenta ainda os arminianos que o ato de crer é eminentemente humano – Deus capacitou sua natureza para tanto. Então, o ato de crer, ao preceder o novo nascimento, indica que o homem deu o seu primeiro passo à conversão em um novo ser. É, em suma, a contribuição do homem para se chegar à salvação.
Refutando esse primeiro ponto, os calvinistas arrazoam que a natureza pecaminosa do homem impede qualquer aproximação de Deus. Os caídos estão mortos, cegos espiritualmente. Não tem absolutamente nada que lhes fazem aproximarem do Criador, a não ser o irresistível chamado do Espírito Santo.
Por estarem cegos pela natureza do pecado, qualquer escolha que venham fazer é viciada, sendo, portanto, impossível por qualidades próprias elegerem coisas boas. A fé que o pecador tem já é uma dádiva especial de Deus, concedida seletivamente para aqueles predestinados desde a fundação dos séculos.
Apesar de, a priori, entender que a CCB, devido sua tradição pentecostal, ser fortemente arminiana, esse ponto é o que a igreja chega mais próximo da teoria calvinista. A pouca ênfase no trabalho evangelístico (em relação às outras denominações) talvez seja a maior herança de levar a predestinação a graus extremos. A Graça de Deus é revelada a poucos – a quem ele quer, da forma que ele quer.
Por outro lado, principalmente como participante de um sem-número de batismos percebe-se que essa ênfase predestinal é muito bem conjugada com um arminianismo sólido. Ao explanar sobre a necessidade de salvação, é colocado aos não domésticos na fé que depende dele sua própria regeneração. Cristo fez sua parte por todos nós – e ao homem cumpre fazer a sua.
Um exemplo na musica da CCB
“Abandona o que é do mundo/E vem a Jesus se entregar/Não tardes nem mais um segundo/Jesus quer te abençoar/Oh! Vem a Jesus/Que por nós morreu sobre a cruz/Seu sangue precioso Ele derramou/E com Deus nos reconciliou.”
***
O segundo ponto do Arminianismo é a tese da eleição condicional. Isso quer dizer que Deus fez, através de sua presciência, a eleição de prováveis seres humanos para a salvação. Desse chamado, aqueles que atenderem serão salvos. Assim, muitos estão capacitados a serem salvos, mas nem todos o serão. A salvação, destarte, é muito mais fruto de uma decisão do pecador por Cristo do que o inverso.
A refutação calvinista argumenta que a vontade de Deus é soberana na escolha dos salvos, independentemente de qualquer ação da pessoa. Para cada indivíduo selecionado, Deus o instrumentaliza com fé e forças necessárias. Não são as qualidades do ser humano que o faz apreciável a salvação diante dos olhos Divinos. Nesses termos, a salvação é muito mais fruto de uma decisão de Deus pelo pecador do que o inverso.
É muito popular na CCB o versículo de que muitos são chamados, mas pouco são escolhidos. Subentende-se aqui que mais do que a vontade de Deus, é necessário também o homem fazer sua parte.
Exemplo na Música da CCB.
“Teus tesouros revelaste/Aos humildes que chamaste/E por graça os adotaste/Filhos teus, por Jesus Cristo, o Salvador”
***
O terceiro ponto versa sobre a dimensão da redenção e da expiação dos pecados. Para os arminianos, a morte de Cristo possibilitou a salvação de todos. Cristo morreu pela humanidade, e não por alguns. Dentre a humanidade, aquele que crer, será salvo. Assim, a morte de Cristo deu a possibilidade de salvação para o pecador. Essa possibilidade vira realidade quando o pecador aceita o chamado de Cristo.
Os calvinistas acreditam que a morte de Cristo teve como objetivo salvar apenas os predestinados por Deus. Asseguram ainda que a morte de Cristo foi necessária para quitar os pecados de alguns. A salvação, dessa forma, é algo dado como seguro, finalizado.
Na Congregação, não se tem certeza imediatista de salvação. A salvação é oportunizada por Cristo, alcançada pela fé, mas concluída pela firmeza e constância na fé. Pouco adianta o fiel manter-se cristão praticante se, ao findar sua carreira aqui na Terra, encontrar-se em situação de pecado.
Exemplo na Música da CCB:
“Finalmente diremos, unidos/ ‘Combatemos, guardamos a fé’ / Ao redor do Senhor, reunidos / O veremos, tal como Ele é / Sempre fiéis, de valor em valor / Seguiremos o nosso Pastor / Em Sião entraremos com glória / E veremos o nosso Senhor”
***
A resistência ao Espírito Santo é o quarto ponto desenvolvido por Arminius. Para ele, todos aqueles que ouvem o chamamento externo do Espírito Santo, é tocado também por dentro. O livre arbítrio do homem pode redundar em negativa ao chamado espiritual. O ato de crer do homem é que possibilita a ação do Espírito Santo – e esse ato é de foro intimo e pessoal de todo homem. Caso o pecador responda positivamente, o Espírito Santo poderá regenera-lo.
Para a soteriologia calvinista, o chamado externo feito a todos os homens é conjugado com uma ação interna do Espírito Santo no coração dos predestinados. Esse chamado é irresistível, sem possibilidade de recusa à conversão. Não depende, em absoluto, da vontade do homem, nem de sua cooperação.
Aqui está outro exemplo de conjugação dos dois sistemas na Congregação. Muito mais pendido para o lado arminiano, mas não há consensos sobre o chamado espiritual a todos aqueles que são tocados externamente. Muitos, apesar de convocados às fileiras santas, não se sentem atraídos para tanto.
Exemplo na Música da CCB.
“Quem está disposto a seguir Jesus / Deve renunciar-se e tomar a sua cruz / Abandone o mundo, venha abraçar / A Divina Graça para se salvar / Só Jesus concede paz e salvação / E na Glória eterna, grande galardão / Quem também deseja ir no céu reinar / Deve sem demora, Cristo aceitar”.
***
Por fim, o quinto ponto levantado é sobre o cair da Graça. Para os arminianos, somente aqueles que sustentarem sua fé pela jornada aqui na Terra poderão garantir a salvação. Uma vez regenerado, o crente não pode mais se perder.
Os calvinistas já sustentam que aqueles escolhidos por Deus estão asseguradamente salvos, não dependendo de seus méritos ou deméritos. Por serem escolhidos por Deus, perseveram até o fim.
Devo confessar que já ouvi pregações que sustentasse o ponto de vista calvinista. Ontem mesmo, por exemplo, o ancião que presidia o culto se referia à inadequação do apelo. Dizia que, ao perguntar se alguém aceitava Jesus, dá-se erroneamente ao homem a opção para sua salvação. Parece-me, todavia, que, no geral, predomina nas congregações brasileiras o ponto de vista arminiano – mesmo porque nos batismos são também feitos apelos muito semelhantes ao ‘aceitar Jesus’ feito nas outras denominações – mormente as coirmãs pentecostais tradicionais. Ademais, é quase ponto pacífico entre muitos do ministério brasileiro que o demérito de um homem pós-arrependimento ocasiona a perda da Graça de Deus.
III. Conclusões
Apesar da opção pelos rótulos correr o risco de transformar a complexidade dos fatos em algo simples e falho, essas breves comparações nos permite atribuir à Congregação Cristã uma soteriologia muito próxima a arminiana, resumindo-se a:
a) salvação adquirida por esforços de Deus (iniciativa) e do homem (resposta ao chamado);
b) a salvação está disponível a humanidade, precisando para isso crer;
c) as escolhas do homem são fundamentais para sua salvação;
d) a salvação é disponibilizada por Deus e adquirida pelo homem mediante a fé – resultante da ação resistível do Espírito Santo.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A BÍBLIA É OU CONTÉM A PALAVRA DE DEUS?

A CCB desde sua fundação nunca incentivou a leitura prática, sistemática e devocional da Bíblia, ao contrário, ensinava por uma conhecida expressão – “A letra mata e o espírito vivifica” levando ao entendimento que o estudo bíblico ‘mataria’ a revelação da palavra nos cultos. Por outro lado, não se pode afirmar que a CCB não tem a bíblia como sua guia de fé e conduta, ou que o livro sagrado não seja importante na igreja. Porém, esse impasse entre estudar ou não a bíblia se tornou pequeno frente uma grande polêmica que se formou em torno da CCB após a alteração do hinário n° 4 para o N° 5, que não se restringiu em mudar os hinos, mas protagonizou, talvez, a maior mudança na estrutura de fé da igreja a mudança de um ponto de doutrina, até então intocado.
  

O Ponto de fé e doutrina N° 1 do Hinário 4 diz: “Nós cremos na inteira bíblia e aceitamo-la como infalível palavra de Deus”  já o hinário 5 traz uma edição no texto: “Nós cremos na inteira Bíblia Sagrada e aceitamo-la como contendo a  infalível palavra de Deus”. 

“Mudança na redação não significa mudança de declaração” essa é a explicação do ministério sobre a mudança dos pontos de fé e doutrina. Porém a inserção do vocábulo “contendo” permite nova interpretação porque dá novo significado. 

Existem indícios que a mudança pode ter sido intencional. Por exemplo, o hino 162 “É a Bíblia a Palavra” (hinário 4) que afirmava que a bíblia É a palavra de Deus, tornou-se emblemático depois de receber nova versão. Ao ter seus versos substituídos abriu-se um portão de especulações. Ao que tudo indica, a edição do hino se deu pelo fato de que a versão antiga ficou em desacordo com o que hoje a igreja professa em relação à bíblia.

Mas e então, a bíblia É ou contem a palavra de Deus?  

A Bíblia É a palavra de Deus, dizer que a Ela meramente contém a palavra de Deus é desprezar a inspiração das Sagradas Escrituras, e transformar o homem em Juiz da palavra, ao invés de aceitar a palavra como àquela que discerne o coração dos homens. Sabemos que na bíblia há palavras ditas por homens, ou até mesmo do inimigo, mas não podemos perder de vista que foi Deus quem nos revelou  quais foram as palavras ditas por terceiros, portanto o documento continua sendo a palavra de Deus. O próprio Jesus, chama as escrituras de palavra de Deus, em Marcos 7:13 Jesus diz: Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas”. Se referindo aos mandamentos. A palavra de Deus chega até nós de forma escrita e é sancionada pelo próprio Jesus que considerava as escrituras como palavra de Deus.   


No novo testamento temos as epístolas do Apóstolo Paulo, com conteúdo de conduta apropriada à vida cristã para os dias atuais. Com toda certeza podemos afirmar, que, mesmo sendo as cartas escritas por Paulo, a inspiração é de Deus e não apenas mera opinião pessoal do apóstolo. "Como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras" 2 Pedro 3:15,16

Se a bíblia meramente contém a palavra de Deus e não é toda a palavra, qual parte é, e qual parte não é a palavra de Deus? É preciso que o verdadeiro cristão, tenha em mente que a bíblia, ou seja, o conjunto de 66 livros inspirados que temos em mãos É a palavra de Deus. Se tomarmos a bíblia pela forma como querem os que acreditam, que, a bíblia apenas contém a palavra de Deus, esse livro deixará de ter a total autoridade sobre a nossa vida, pois nós estaremos na confortável condição de poder escolher  o que vale e o que não vale para nós.
Por fim está escrito: “ Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça2 Timóteo 3:16 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

COLETAS, O "DÍZIMO" DA CCB. ONDE TUDO MUDOU?

“Não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita”.  “De graça recebestes, de graça daí”. Se você é da CCB, com certeza, já ouviu essas expressões bem comuns no vocabulário da nossa irmandade, quando o assunto é oferta de dinheiro. Sabemos que a CCB não tem um sistema de contribuição obrigatório. Mas será que a contribuição na CCB atual é realmente espontânea? “Com certeza” é a resposta dada de maneira firme pelos membros da CCB, “Nós damos a coleta com amor”. Deixando a visão de membro da igreja, vamos analisar esse assunto de forma imparcial.



A CCB desde o princípio sempre se enquadrou em um caráter de igreja séria, não dada ao modernismo, nem vaidade, mas sendo adepta da modéstia e da simplicidade ensinada por Jesus, e essa característica pode ser observada em todos os aspectos, inclusive nos gastos da igreja. Deus revelou aos seus servos no início da obra, que a contribuição na CCB além de voluntária, como está na palavra, deveria ser realizada em quatro finalidades, a saber, Manutenção, Construção, Viagens Missionárias e Obra da Piedade. Porém, nos últimos tempos algumas “novidades” têm aparecido nesse sentido, desde que o conselho de anciães se acha suficiente para deliberar sobre tudo, e que a sua deliberação é a vontade de Deus. “O ancião falou, Deus quer e assina em baixo”.


Em 2010 foi criada a coleta “Nível Brasil” que na sua primeira edição arrecadou a expressiva quantia de R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais). Essa coleta foi criada com o argumento de criar um fundo nacional para socorro da irmandade mais carente, mas o que chama a atenção, é que a coleta da Obra da Piedade já tem essa função, e de longe é a coleta que mais arrecada na CCB, se não bastasse, posteriormente, foi criado à mesma coleta em nível estadual, ficando assim três coletas para a mesma finalidade. 


A coleta de Construção e Manutenção, por sua vez, a cada dia que passa se torna insuficiente, e assim sobrecarrega cada vez mais a irmandade, devido os altos custos que a igreja vem tendo com os templos, tanto na construção, como na manutenção, uma vez que a CCB entrou na “onda” de templos milionários, cada vez mais cheios de luxo em seu interior e com fachadas imponentes. Os exemplos são vários, mas o que dizer da central de Cascavel PR, um dos templos mais luxuosos e caros do Brasil. A reforma milionária no Brás. A nova Central do norte de Minas Gerais em Montes Claros, que tinha previsto no projeto original o valor de R$ 7.000.000,00 (sete milhões de reais), mas na abertura teve divulgado um valor bem superior, devido o luxo da igreja. A Central de Minas Gerais em Belo Horizonte, que está em reforma e vai custar R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) ao bolso da irmandade do estado. Onde a “guia de Deus” mudou de ideia? Veja o tópico de ensinamento de 1964 sobre esse assunto.


Tópico de ensinamento de 1964


CONSTRUÇÕES SUNTUOSAS E EXÓTICAS

Compete aos irmãos anciães da localidade ou que atendem a zona a orientarem aos demais irmãos tanto da parte administrativa assim como do Departamento de Construções para que evitem construir congregações com linhas cheias de ornamentos, com muita suntuosidade ou em formato exótico. O prédio atendendo a necessidade da irmandade é o suficiente; não se devendo, pois, ambicionar uma congregação muito maior que a estritamente necessária. Quanto maior o templo maior as despesas e o custo da construção.



*Suntuoso. adjetivo 1 que exige muito dispêndio de dinheiro. 2  p.ext. em que há grande luxo; pomposo, faustoso, suntuário.  ETIM lat. sumptuōsus,a,um 'dispendioso, custoso, caro'

Sobre os dois últimos casos, Belo Horizonte e Montes Claros, eu mesmo presenciei dois fatos que me deixaram abismado e que mostra o total descumprimento, da doutrina de coletas da CCB. No primeiro, o diácono mais antigo de Contagem MG, se levantou para passar a necessidade da reforma da central de Belo Horizonte para a irmandade, segundo ele, o ministério tinha determinado, que do valor total, quatrocentos mil reais, deveria ser enviado por todo o estado, e o restante de duzentos mil, pela irmandade da região metropolitana, inclusive Contagem. Até aí, tudo bem, o problema é que o diácono foi além nas explicações e soltou algumas pérolas, como: "Tem irmão que ora pedindo a Deus emprego, ou então aposentadoria, quando Deus concede o pedido, não quer dar coleta. Outros quando aposenta, recebe oitocentos e oitenta reais e vem com dez reais e dá na coleta, irmão!!! Tira pelos menos oitenta e fica com oitocentos" Mas é claro, tudo foi pela “guia”.



Mais “guiado” ainda estava o grupo de diáconos de Montes Claros que saiu viajando pelo norte de Minas, com a “missão” de conseguir dinheiro, para o palácio erguido naquela cidade. Em todas as congregações em que tiveram, foi anunciado que após o culto, os diáconos ficariam nas portas com uma lista para anotar o nome de quem iria contribuir e o valor que iriam dar, por um momento, se imaginou que estávamos na “Igreja do Reino de Deus”, aliás, pessoas que visitam a CCB estão tendo a mesma impressão. Aconteceu comigo, uma amiga foi ao culto através de um convite meu, porém tivemos a infelicidade de exatamente no dia, o assunto do culto ter sido "COLETA" "COLETA" "COLETA". Ao perguntar a ela o que ela tinha achado do culto ouvi a seguinte resposta: " A igreja é bonita, os hinos também, mas eu só ouvi falar de dinheiro o tempo todo, quase não teve palavra , né?"  Nessa hora fiquei 'com a cara no chão', e me perguntando, será que ela vai voltar a congregar? Acho que não!!


A verdade é, que devido o luxo que a igreja tenta manter, parece que a guia de Deus ao tocar no coração dos irmãos para contribuir não é suficiente, isso por que Deus pede somente para coisas necessárias, já  para manter o luxo nas igrejas que mais parecem palácios, para encher os olhos e o ego de anciães cada vez mais ricos, resta a pressão disfarçada de anuncio que os diáconos Brasil a fora vem exercendo sobre a irmandade, da hora e meia de culto, os anúncios tomam quase todo o tempo, e a palavra fica com os minutinhos restantes ao fim do culto.

Contudo, não queremos e nem podemos colocar em dúvida o caráter idôneo dos nossos irmãos diáconos, sabemos que essa pressão para angariar fundos, não são para interesses próprios, mas para manter a vaidade da CCB que custa bem caro. 


Irmãos, oremos ao nosso Deus, para que isso não venha a se tornar um costume da igreja, mas que a guia do espírito santo, continue sendo a força que move a igreja. Mais Luz e menos deliberações, mais oração e menos pressão, mais palavra de Deus e menos anúncios do Brás. A paz de Deus a todos!



domingo, 28 de abril de 2013

Bem Vindos ao Apocalipse. Sobre o PLC 122/2006

Na Congregação Cristã no Brasil, se prega que não somos desse mundo, que estamos aqui de passagem, mas a nossa pátria está no céu. Infelizmente essa linha de raciocínio, acaba atrapalhando nosso comportamento mediante assuntos relevantes para nossa sobrevivência na terra, uma vez que mesmo na esperança de ir para o céu, é aqui que nós estamos vivendo. 

Importante ler até o fim.


Quando Jesus disse: "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33) Ele não estava nos proibindo de participar dos assuntos terrenos, pelo contrário, Jesus nos ensinou a cumprir com os nossos deveres de cristãos, mas também com os de cidadãos. "Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro. Então ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição? Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22:19-21). A bíblia nos ensina a transformar o mundo, em Romanos 12:2 diz: E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento

O nosso instrumento de transformação é a nossa mente, que dirige nossa ações. Ao contrário do que pensamos, essa transformação não acontece dentro da igreja, como se fôssemos anjos e não cidadãos, essa transformação acontece aqui fora, no dia a dia. Como vamos transformar o mundo, se não confrontarmos o modo de vida da sociedade? Portanto, não podemos nos afastar do processo social.


Atualmente uma verdadeira guerra está sendo travada entre os evangélicos e o ativismo gay. Isso se dá pelo PLC 122/2006, um projeto de lei que diz apenas criminalizar a homofobia e garantir os direitos humanos aos homossexuais. Porém essa não é a verdade, nos bastidores existe um jogo, para criar um domínio homossexual no Brasil.

Veja o que eles querem.

- Acabar com a família tradicional (criada por Deus)


- Acabar com as crenças e valores bíblicos (Chamam de ensinamentos mofados)
- Dessacralização (perda do sentido sagrado) do casamento.
- Retirar termos 'pai' e 'mãe' dos documentos.
- Casamento igualitário (entre pessoas do mesmo sexo)
- Acabar com o 'Dia das Mães' e 'Dia dos Pais'.
- Criminalizar opiniões contrárias as sua práticas. (a livre opinião é um direito de todos)
- Cirurgia de mudança de sexo custeada pelo SUS, a partir dos 14 anos.
- Acabar com o evangelho, para criar uma nova forma de fé.

Esse assunto é sério, querem por uma mordaça na sociedade. Querem dominar o país.

Peço que POR FAVOR, assistam o vídeo abaixo, "muito importante assistir". Vejam os absurdos que eles dizem.




Em outro vídeo, numa reunião do grupo LGBT, um deputado ativista gay, diz que a bíblia não é a verdade absoluta, mas sim um mito, uma fantasia e que os cristãos são tolos em segui-la.

E então, vamos ficar parados? Vamos esperar eles destruírem a família tradicional? Acabar com a fé cristã, para só então agir?  O nosso problema é que nós oramos quando temos que agir e agimos quando temos que orar. Agora é hora de agir. 




segunda-feira, 15 de abril de 2013

Alguma coisa para anunciar? Recados na CCB

Já faz alguns anos Deus tem preparado para estar sempre viajando na sua obra, passando por vários lugares, conhecendo irmãos de todas as partes do Brasil e até de outros países.  Nesses anos  em que estamos na estrada percebemos várias maneiras do ministério conduzir a obra, ainda que a CCB seja padronizada mundialmente pelo Brás, as características regionais acabam influenciando a irmandade. Por exemplo observamos que há regiões em que se incentiva a irmandade a ser fervorosa, porém em outras  regiões a irmandade é moderada ao glorificar, ou “fria” como se costuma dizer na CCB.Porém um costume se espalhou nas igrejas da CCB por todo o país de norte a sul, começou como uma necessidade mas acabou tomando grandes dimensões e vem tirando a comunhão dos cultos e aborrecendo a irmandade.  Após o fim dos testemunhos o Ancião  ou quem estiver atendendo costuma perguntar: Alguma coisa para anunciar? Desse momento em diante começa o martírio para a irmandade.                                                         

Estava congregado numa congregação no interior de Minas Gerais, quando o ancião fez a ‘bendita’ pergunta, daí se levanta o diácono e cochicha no ouvido do ancião por três minutos, depois se levanta o presidente da administração e cochicha mais dois minutos, quando o presidente se assenta, o encarregado de orquestra se levanta e cochicha mais dois minutos, para resumir teve mais um recadinho de um cooperador sobre um culto familiar. Nesse dia a irmandade estava animada dando glória, sentindo a virtude dos céus, mas após quase dez minutos de cochicho e falta de comunhão do ministério, a igreja esfriou, uma vez que o culto fica parecendo uma sessão da câmara de deputados. 

Nós sabemos que há assuntos a ser tratado para então ser passado a irmandade, porém bom senso cabe em qualquer lugar, porque não fazer isso antes do culto começar.
Alguns irmãos dessa cidade de Minas Gerais que citei estão muito aborrecidos com esse fato, pois segundo eles isso acontece praticamente em todo o culto. Uma carta ficou de ser enviada por esses irmãos ao Brás relatando esse assunto.Oremos para que Deus derrame sua luz sobre a igreja. 





terça-feira, 2 de abril de 2013

A verdade sobre o Hinário CCB


A Congregação Cristã no Brasil finalmente lançou a 5º edição do seu livro de hinos intitulado “Hinos de Louvores e Súplicas a Deus”.  Como nas outras edições, toda a irmandade, encarregados e o ministério estão se esforçando para se adaptar as mudanças. Mas nem todos conhecem a história do hinário CCB, então vamos mostrar um pouco da história desse livro tão amado por todos da CCB.

Sua 4º Edição foi publicada em 1965, sendo utilizada até março de 2013, quando então foi lançada a 5ª edição do referido hinário, contendo diversas alterações nas letras e nas notas de acompanhamento da melodia
Boa parte do hinário inicial é baseada em traduções de hinos do italiano para o português, haja vista que a referida igreja tem suas raízes oriundas de imigrantes italianos. Assim, os hinos são muitos deles provenientes do hinário italiano intitulado “Nuovo Libro D’Inni e Salmi Spirituali”, que possuía cerca de 300 hinos. Este, por sua vez, foi criado a partir da união de outros dois hinários.


Após este hinário, no ano de 1944 a Congregação Cristã no Brasil organizou o primeiro hinário em português para uso em seus serviços, denominado “Hymnos e Psalmos Espirituaes”. No prefácio deste hinário consta que “Foi o melhor que se adaptava ao desenvolvimento da CCB. A maioria dos hinos foi composta por irmãos de diversas nacionalidades.”

Apesar dos esforços da época, o hinário ainda possuía uma qualidade muito inferior, prevalecendo uma mera tradução literal que não respeitava os padrões gramaticais vigentes da época. As elisões (ato de eliminar ou suprimir) com vogais provocavam muita confusão e a acentuação tônica não se enquadrava com a acentuação métrica musical.
É nesta época que entra a figura da irmã Ana Spina Finotti, sobrinha do irmão Miguel Spina, que nessa década estava aproximadamente com 16 anos. Segundo a irmã Ana, o Irmão Francescon (fundador da obra no Brasil) pediu que não houvesse grandes mudanças por que a irmandade ainda era muito leiga.
Foi então que surgiu a primeira edição de “Hinos de Louvores e Súplicas a Deus”, em 1951, com 330 hinos. Sua principal característica em relação ao hinário antecessor foi a radical mudança das letras, para que fossem respeitadas novas convenções ortográficas e a correta acentuação dos fonemas com a acentuação natural musical.
Sob os mesmos argumentos, em 1965 foi editada uma nova versão de “Hinos de Louvores e Súplicas a Deus”, conhecido como Livro 4, por ser o 4º hinário da Congregação Cristã. Nesta nova edição, foram acrescentados hinos e retirados alguns outros, perfazendo um total de 450 hinos, além de 7 corinhos.
Uma das principais alterações, além de nova reestruturação das poesias, foi a eliminação de arpejos na clave de fá, restando apenas em 2 hinos: 125 (Minha oração) e 420 (Alegria sinto em servir Jesus).
No decorrer dos anos, este hinário sofreu algumas alterações, quais sejam:
  • Por volta de 1975, um hino teve que ter sua melodia alterada, pois era a mesma do Hino Nacional da Alemanha. Existem algumas especulações para o real motivo da mudança, mas a mais aceita é que judeus alemães convertidos para a Congregação Cristã se emocionavam e se entristeciam quando ouviam este hino, certamente por associarem o hino ao genocídio praticado pelos nazistas contra judeus e outras minorias. Outra versão é que moradores judeus da região do Brás, onde fica localizada a sede da igreja, revoltavam-se quando ouviam o hino sendo tocado pela orquestra;
  • Por volta de 1976 foi inserido nos hinários musicais os 12 pontos de doutrina da CCB;
  • No ano de 1980, uma comissão de músicos criou sinalização para arcadas de violinos. Este tipo de informação permitiu a uniformização das arcadas dos instrumentos de cordas da orquestra;
  • No ano de 1985, o hinário musical recebeu sinalização para respirações, sendo que vírgulas maiores representavam respirações de frase (mais longas) e vírgulas menores, respirações de semi-frases (mais curtas). Raros são os hinários de outras denominações evangélicas que possuem esta informação;
  • Em 1990, surgiram os primeiros hinários em espiral; até então eram em brochura, sendo que esta forma de confecção foi sendo extinta com o tempo;
  • Em 1992 surgiu o hinário para organistas, com sinais de dedilhados, inversões, oitavas e outras alterações para facilitar a execução dos hinos com órgão;
  • No ano de 2002, são editadas versões do hinário para instrumentos afinados em Si bemol e Mi bemol.
Os autores das poesias do livro “Hinos de Louvores e Súplicas a Deus” são em sua quase totalidade desconhecidos, uma vez que a Congregação Cristã no Brasil achou por bem preservar seus nomes. Todavia, é um dos hinários mais modernizados entre os existentes, diante da grande quantidade de informações para execução orquestral.


domingo, 11 de dezembro de 2011

SOBRE A CCB-MJ (MINISTÉRIO JANDIRA)

Foram divulgados no Youtube alguns videos do batismo no Bairro do Limão (CCB-MJ), estava cheio,  muitos músicos. Daí nasce uma dúvida, esses musicos migraram da CCB para a CCB-MJ, ou são irmãos que por curiosidade  foram congregar na CCB-MJ para conhecer o movimento?


 A CCB-MJ é afiliada a AMCCB (Associação dos Membros da Congregação Cristã no Brasil). Lendo matérias sobre a AMCCB, percebe-se que desde sua criação, a AMCCB sempre acolheu para seu ministério, pessoas que tiveram ministério na CCB  e por algum motivo perderam o ministério.  Por exemplo se um diácono perder o ministério acusado de má administração das coletas, ou um cooperador perde o ministério por ter feito negócios ilícitos, ou um músico comete adultério, esses têm total liberdade na AMCCB. Daí os anciães de Jandira, Samuel Trevisan, João Marcos de Oliveira e Otoniel Ribeiro  se unem a AMCCB e juntos organizam a CCB-MJ,  isso nos mostra claramente que a CCB-MJ “provavelmente” tem no seu ministério pessoas que não têm condições morais e nem espirituais de exercerem ministério, portanto, como vamos reconhecê-la como obra de Deus?. E alguém provavelmente vai dizer:  “Na CCB também tem”. Eu sei que tem, inclusive conheço alguns, mas com certeza Deus limpará a sua eira, pois ele tem a pá e o machado nas mãos, como Ele mesmo enviou na palavra, que duas partes serão extirpadas, mas a terceira será purificada.

Já na parte material, se o ministério Jandira pertence ou está vinculado a AMCCB, poderá ser administrado segundo o estatuto da AMCCB,   porém neste caso não poderá mais afirmar que é a “própria CCB”, mesmo que com o subtítulo “Ministério Jandira" pois isso seria uma espécie de Plágio.

O problema que quero expor é que a CCB-MJ, já começou com um ministério no mínimo duvidoso. É aconselhável que toda a irmandade tenha o relatório atualizado fornecido pela CCB Brás, para congregar apenas nas congregações relacionadas no mesmo.

"Saíram de nós, mas não eram de nós, porque, se fossem de nós, ficariam conosco" (1° João 2:19)


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

AS SANTAS PALAVRAS DE DEUS

A palavra é o ponto alto do culto na CCB, quem nunca ouviu algum irmão dizendo “vou buscar a palavra”?.  E ao longo do tempo os antigos da CCB ensinaram que apenas UMA palavra deveria ser pregada na igreja, pois através dela o Senhor  falaria com todos, ficando assim desnecessário outras profecias. Inclusive sairam ensinamentos insitando a  irmandade a não participar de  movimentos de profecia, sempre frisando que a palavra na igreja, é a profecia verdadeira, e que não é necessário mais que UMA palavra. Porem dois casos que aconteceram na congregação central de Pedra Azul -Minas Gerais, me chamaram a atenção.



No primeiro caso, o ancião estava atendendo o culto, e na comunhão para a palavra um irmão se levanta com a palavra em Atos capitulo 12. “Pedro livre da prisão”, na pregação Deus visitava a igreja, fazendo lindas promessas, após o irmão descer do púlpito, o ancião abre a biblia novamente e anuncia a palavra em Isaías e faz uma nova pregação, nessa hora os irmãos olhavam uns para os outros sem entender o que estava acontecendo. Após o culto o comentário foi inevitável.

No segundo caso, o cooperador estava atendendo e na comunhão da palavra, o cooperador estava com os olhos fechados, quando um irmão se levanta e sobe no púlpito para pregar a palavra, então o cooperador sem vê-lo abre a bíblia e anuncia a palavra. Com certeza muitos irmãos ficaram com duvidas a respeito da revelação da palavra, no sentido de que Deus revela apenas uma ou mais palavras.


Analisando as escrituras encontramos alguns textos sobre esse assunto, entre ele está  o texto de 1° Corintios 14.26 e 31 que fala claramente. Verso 26  “Que fazer pois irmãos? Quando vos congregais, e cada um de vós tem salmo, tem doutina, tem revelação, faça-se tudo para edificação”.  Verso 31Porque todos podereis profetizar, cada um por sua vez; para que todos aprendam e todos sejam consolados

Portanto irmãos, acima de costumes de denominações, está a liberdade do Espirito Santo, para agir, para curar, para transformar vidas e mais, para guiar-nos até a vida eterna.
Postei  essa matéria pois vários irmãos, tinham dúvida a esse respeito, apesar de não ter feito uma análise aprofundada do assunto espero ter tirado as dúvidas sobre esse assunto.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL

Congregação Cristã no Brasil é o letreiro que os mais belos templos do país ostentam em suas fachadas. Do interior destes templos ecoam belos hinos de louvores e súplicas a Deus. Seus assentos acomodam o povo que reunido EM NOME DO SENHOR JESUS adora o Deus que fez o céu e a terra. De um lado homens com terno e gravata, de outro lado mulheres com véus nas cabeças. Após a exclamação: DEUS SEJA LOUVADO! Segue um impactante AMÉM! Então se Inicia mais um culto onde todos ouvem a voz de Deus.


Ponto de partida. Aos doze de março de 1910, desembarcava em solo brasileiro, vindo dos Estados Unidos, o imigrante italiano, Louis Francescon. Este missionário ensinaria uma parte da nação, falar numa ‘língua estranha' que têm poder e unção.
O crescimento. Explicar o crescimento inicial da CCB é desafio a qualquer teólogo, ou mesmo sociólogo. Como uma igreja que não evangeliza em radio ou televisão cresce tanto? Se apenas o método tradicional foi usado, qual fator levou a CCB ser a maior denominação evangélica do Brasil por décadas? Os membros da CCB têm uma resposta na ponta da língua: “Foi obra do Espírito Santo”. E a meu ver foi mesmo. A glossolalia (línguas estranhas) foi um atrativo para crentes de outras denominações.
Uso e costumes. Os costumes usais da CCB são comuns a toda igreja pentecostal, , já os litúrgicos (cerimônia) são bem característicos contribuindo para sua identidade denominacional. São eles: o uso do véu, assentos separados, ósculo santo, saudação própria, orar só de joelhos entre outros.
A 'igreja do glória'. O modo peculiar dos membros da CCB exaltarem e clamarem a Deus, fazia-se notável a todos que a visitavam, fazendo-os ficar conhecidos como 'os glórias' e conseguinte a Congregação por “igreja do glória”. Esse apelido, dado pelas outras denominações, revela como era dinâmico os cultos e o respeito que desmonstravam pela CCB. 
Momento delicado. Mas nós bem sabemos que a CCB se desviou vertiginosamente de suas origens, e hoje segue um caminho duvidoso. Percebemos infelizmente que a CCB de hoje a cada dia fica mais frágil.
Voltando a primeira caridade. A CCB necessita ser avivada no Espírito Santo. Podemos entender por avivamento como sendo o retorno às origens da igreja primitiva, primando os dons espirituais e o falar em línguas, mas para tanto, precisa reconhecer seu erros, humilhar-se e então suplicar a intervenção divina. “Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade. Lembre-te pois donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras” (Ap.2: 4,5)

Mas Apesar de tudo, chegamos até aqui e somos uma grande família, temos uma estrutura gigantesca e somos modelo em várias áreas; Deus tem sido conosco, seus conselhos não tem faltado, e suas promessas hão de cumprir. Portanto, façamos festa, e celebremos a esperança da Vida Eterna, para a edificação do corpo de Cristo.